O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, passado alguns dias do triste episódio protagonizado por ele, foi procurado por um jornal de grande circulação no país para saber se pediria desculpas à senhora que lhe interpelou num bairro pobre de Manaus, onde ele aos berros gritou: "Minha filha, então morra, morra, morra!". Ele não só se negou a pedir desculpas e disse mais: “Eu fiz as declarações em resposta à "loucura" e ao "comportamento desajustado" daquela mulher.
Quem é mais louco ou desajustado, essa senhora que desesperada por morar numa área de risco em Manaus, indagou o prefeito sobre o que ele iria fazer para resolver o seu problema e dos seus vizinhos, ou o próprio prefeito que lhe respondeu grosseiramente e demonstrando ser uma pessoa desequilibrada? Com certeza o prefeito, porque ele além de não estar sofrendo o problema concreto que aquela senhora estava vivendo, tem o preparo necessário para agir com frieza e ponderação em momentos de extrema gravidade como esse.
De uma coisa o manauara pode ter certeza: nunca mais o senhor Amazonino Mendes se elegerá a qualquer cargo eletivo em Manaus e no estado do Amazonas. Nessa altura do campeonato, os seus adversários já tem várias cópias da gravação onde ele se apresenta e maneira destemperada, agredindo verbalmente a uma senhora. E essas cópias serão guardadas pelos seus opositores num cofre forte, para que elas não corroam o perigo de serem destruídas.
O político tem que pesar bem as palavras e pensar dez vezes ou até mais na hora de falar. É que as palavras ao serem lançadas ao vento, não retornaram ao lugar de onde elas saíram e que as ouviu, vai se encarregar de reproduzi-las verbalmente e repercuti-las.
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