Venho acompanhado pela Internet a briga que está sendo
travada entre dois grupos que querem controlar o Partido dos Trabalhadores (PT) em Teresina.
Um grupo liderado pelo deputado estadual Cícero Magalhães, um ex-comerciário. O
outro grupo liderado pelo que se convencionou chamar no estado do Piauí, de a
elite petista, que tem no senador Wellington Dias (PT-PI), a sua face mais visível.
Enquanto esses dois grupos se enfrentam numa guerra fratricida,
o presidente do diretório estadual do PT, o deputado estadual Fabio Novo, um ex-tucano
juramentado e alpinista por vocação, assiste aos embates, sem força moral, para
pelo menos poupar a imagem de um partido que já está muito desgastada no estado,
devido a uma consciência já cristalizado na mente, até mesmo do cidadão comum
de que a família Dias representa a mais nova oligarquia piauiense.
Qual o motivo que está levando esses dois grupos ao
enfrentamento? Elementar meu caro Watson! O poder, pelo poder. Essa briga entre
irmãos não tem uma motivação altruística, patriótica ou voltada para o bem
comum. Quando muito, voltada para interesses particulares ou de grupos.
Em TemPo:
Os parlamentares petistas que antes do seu partido chegar ao
poder central, assumiam a liderança dos movimentos em defesa das causas e as lutas dos trabalhadores em greve,
hoje em dia fogem de qualquer movimento grevista, como o Diabo foge da Cruz. Nos dias de hoje os petistas preferem frequentar o lugares da moda, as butiques de luxo, hotéis cinco
estrelas, desfilar em carrões pelas ruas asfaltadas e criar cavalos, do que sair em defesa dos trabalhadores. Parafraseando o saudoso carnavalesco maranhense Joãozinho Trinta,
eu digo, que quem gosta de pobreza é tarefeiro petista, porque a elite petista gosta mesmo é luxo,
mesa farta e viver de rendimentos.
Eu conheço um petista que nas conversa informais e a guisa de
brincadeira costuma citar esta frase que segue: “Se fui pobre algum dia não me
lembro”. Uma frase bastante emblemático para o neopetismo.
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