domingo, 4 de março de 2012

As maiores fortunas do Piauí são construídas a partir do tráfico de influência



O pobre piauiense vive sendo alimentado de 'promessas, de fé religiosa e de migalhas' atiradas pelos governos
As maiores fortunas do Piauí são construídas em cima de sangue, suor e lágrimas. Com exceção do mega-empresário João Vicente Claudino, leia-se Armazém Paraíba, as grandes fortunas genuinamente piauienses, são construídas a partir do poder político.

Os empresários piauienses via de regra passam pelo poder público. Com influência dentro do governo, o futuro empresário se articula e monta um negócio, tendo a frente  um testa de ferro ou  um laranja, como queiram. O testa de ferro é o sujeito que aparece como responsável por um negócio, firma ou transação comercial, cujos verdadeiros donos operam dissimuladamente ou à distância.

Desnecessário dizer que o dinheiro que movimenta esse negócio é fruto da corrupção, de recursos que seriam destinados a construção de hospitais, escolas, creches, estradas, saneamento básico; mas que são desviados pelos dutos largos da corrupção e da contravenção.

Um setor muito explorado pelas máfias é o da construção civil que através de construtoras surgem e operam em cada novo governo e desaparecem como por encanto. Quando um político consegue mandatos sucessivos, as construtoras ligadas a ele tem vida longa, porque ele sempre consegue estar na situação, alinhado com o novo poder -, o que garante a continuidade do negócio.   

No estado do Piauí, o ramo industrial mais próspero é o da política. Para o sujeito mudar de vida no estado mais pobre da federação, basta ele conquistar um mandato, de preferência no Poder Executivo.

E pelo visto a coisa aqui por estas bandas não vai mudar tão cedo, porque as elites políticas se perpetuam no poder, com o poder passando de pai para filho, genro e nora. E a base da pirâmide continua crescendo e a riqueza se concentrando cada vez mais num numero reduzido de coronéis da política e de capitães da indústria da política. 

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