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O pobre piauiense vive sendo alimentado de 'promessas, de fé religiosa e
de migalhas' atiradas pelos governos
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Os empresários piauienses via de regra passam pelo poder público.
Com influência dentro do governo, o futuro empresário se articula e monta um
negócio, tendo a frente um testa de ferro ou um laranja, como queiram. O testa de
ferro é o sujeito que aparece como responsável por um negócio, firma ou
transação comercial, cujos verdadeiros donos operam dissimuladamente ou à
distância.
Desnecessário dizer que o dinheiro que movimenta esse
negócio é fruto da corrupção, de recursos que seriam destinados a construção de
hospitais, escolas, creches, estradas, saneamento básico; mas que são
desviados pelos dutos largos da corrupção e da contravenção.
Um setor muito explorado pelas máfias é o da construção civil que através de construtoras surgem e operam em cada novo governo e desaparecem como por
encanto. Quando um político consegue mandatos sucessivos, as construtoras ligadas
a ele tem vida longa, porque ele sempre consegue estar na situação, alinhado
com o novo poder -, o que garante a continuidade do negócio.
No estado do Piauí, o ramo industrial mais próspero é o da política.
Para o sujeito mudar de vida no estado mais pobre da federação, basta ele conquistar
um mandato, de preferência no Poder Executivo.
E pelo visto a coisa aqui por estas bandas não vai mudar tão cedo, porque as elites políticas se perpetuam no poder, com o poder passando de pai para filho, genro e nora. E a base da pirâmide continua crescendo e a riqueza se concentrando cada vez mais num numero reduzido de coronéis da política e de capitães da indústria da política.
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