A vingança, segundo dizem, é um prato que se come frio. Ou seja, que é preciso saber esperar com paciência o momento certo para devolver
a ofensa a quem nos ofendeu. Pode até não ter sido esse o espírito que moveu a
deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) a declinar do convite feito pelo
ex-presidente Lula para que ela fizesse parte da chapa, encabeçada pelo ex-ministro da Educação Fernando Haddad, para disputar a
prefeitura de São Paulo, mas fica essa impressão.
Acontece que há 20 anos o Partido dos Trabalhadores (PT) suspendeu
das suas fileiras a hoje socialista Erundina por ter aceitado o convite do
presidente Itamar Franco, que para valorizar o seu ministério, buscou se cercar
dos melhores quadros e das pessoas consideradas acima de qualquer suspeita. E a
paraibana Luiza Erundina sempre teve esse perfil.
A presença do presidente estadual do Partido Progressista, o
deputado Paulo Maluf, na coligação liderada pelo PT, pode ter sido o álibi que Erundina
precisava para dizer um não aos petistas que abandonaram as suas antigas
convicções, valores morais e éticos em nome de um poder efêmero e transitório.
Com essa sua atitude, Luiza Erundina se mantem fiel às suas
convicções e merecedora do respeito e da admiração do povo paulista e
brasileiro.
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