sexta-feira, 5 de abril de 2013

Brasil: paraíso das montadoras

Com esse carro, na década de 70, os jogadores Paulo Cesar Caju e Marinho Chagas faziam um tremendo sucesso na Praia de Ipanema, no trecho da badalada rua Montenegro, hoje Vinicius de Moraes
As 16 grandes indústrias automobilísticas descobriam no Brasil, um paraíso para as suas montadoras. Primeiro, veio a Wolkswagen, depois vieram a Chevrolet, a Ford, a Fiat, a Renault, Peugeot, Citroen. e por último, desembarcaram no Brasil a coreana Ki Motors e cinco montadoras chinesas.    

O mercado de automóveis no Brasil é completamente dominado por montadoras estrangeiras, que para se instalarem no país recebem uma série de benefícios, inclusive de renuncia fiscal, o que no frigir dos ovos acaba sendo vantajoso só para os donos das montadoras.

Diversos foram os fabricantes de automóveis genuinamente brasileiros como Puma, Gurgel e Miura, entre outros. Eles não sobreviveram à reabertura das importações no inicio dos anos 90 e à competição com modelos importados.

A Gurgel entrou em processo de falência após ter lançado no mercado brasileiro o Gurgel BR-800 (o primeiro automóvel genuinamente brasileiro) e posteriormente o Gurgel supermini, mas o governo federal estendeu a isenção do IPI (antes exclusiva para o modelo nacional) a todos os modelos de veículos existentes no Brasil com menos de 1000 cilindradas e negou um empréstimo já acertado há tempos para a instalação do projeto Delta (que incluía a construção de um complexo industrial para a fabricação do mesmo no estado do Ceará), o que não aconteceu, culminando na conseqüente queda do preço das ações.

A bem da verdade, na atualidade não existe uma indústria automobilística brasileira, porque o Brasil nunca produziu um motor, que assim como mais de 50% das peças utilizadas nos automóveis brasileiros, são importadas.

Desde o inicio da crise financeira internacional, que o governo brasileiro vem desonerando a produção de automóveis, com a isenção de IPI e ICMS, de uma indústria que começou a ser instalada no Brasil há mais 50 anos. Um privilégio que a indústria farmacêutica nunca teve.

Nenhum comentário: