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| Com esse carro, na década de 70, os jogadores Paulo Cesar Caju e Marinho Chagas faziam um tremendo sucesso na Praia de Ipanema, no trecho da badalada rua Montenegro, hoje Vinicius de Moraes |
O mercado de automóveis no Brasil é completamente
dominado por montadoras estrangeiras, que para se instalarem no país recebem uma
série de benefícios, inclusive de renuncia fiscal, o que no frigir dos ovos acaba
sendo vantajoso só para os donos das montadoras.
Diversos foram os
fabricantes de automóveis genuinamente brasileiros como Puma, Gurgel e Miura, entre
outros. Eles não sobreviveram à reabertura das importações no inicio dos anos
90 e à competição com modelos importados.
A Gurgel entrou em processo
de falência após ter lançado no mercado brasileiro o Gurgel BR-800 (o primeiro
automóvel genuinamente brasileiro) e posteriormente o Gurgel supermini, mas o
governo federal estendeu a isenção do IPI (antes exclusiva para o modelo
nacional) a todos os modelos de veículos existentes no Brasil com menos de 1000
cilindradas e negou um empréstimo já acertado há tempos para a instalação do
projeto Delta (que incluía a construção de um complexo industrial para a
fabricação do mesmo no estado do Ceará), o que não aconteceu, culminando na conseqüente
queda do preço das ações.
A bem da verdade, na
atualidade não existe uma indústria automobilística brasileira, porque o Brasil
nunca produziu um motor, que assim como mais de 50% das peças utilizadas nos automóveis
brasileiros, são importadas.
Desde o inicio da crise financeira
internacional, que o governo brasileiro vem desonerando a produção de automóveis,
com a isenção de IPI e ICMS, de uma indústria que começou a ser instalada no
Brasil há mais 50 anos. Um privilégio que a indústria farmacêutica nunca teve.

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