“Um dia eu terei que fazer uma viagem. Uma viagem
sem volta, planejada por alguém, contra a minha própria vontade, sem me
consultar. Essa é uma viagem que ninguém deseja fazer, por mais que a pessoa goste
de aventuras e de se aventurar pelo desconhecido. No dia marcado eu viajarei,
mas contra a minha vontade, sem levar bagagem, esperançoso de que nesse lugar
para aonde eu estou sendo mandado, não me seja exigido ter coisas, que para conquistá-las
eu precise ter que trabalhador feito um danado. Vida dura, basta a que eu vivi
neste lugar temporário. Mas se eu tivesse o direito de optar, entre ficar e
fazer essa viagem sem volta, confesso que preferiria permanecer aqui, mesmo
tendo que lutar com um cão danado pela sobrevivência. Mesmo tendo a promessa
que irei viver no paraíso, eu prefiro continuar vivendo aqui no inferno. Promessas
são via de regra palavras enganosas”. (Tomazia
Arouche)
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