Líderes partidários se reuniram por duas horas com o parlamentar, que reafirmou que não renunciará da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara
Marcela Mattos, de Brasília
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| Por causa dos protestos, Feliciano havia vetado a presença do público na comissão (Agência Brasil) |
Como
já era esperado, as quase duas horas de reunião para tentar convencer o
deputado Marco Feliciano (PSC-SP)
a renunciar à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara não tiveram
efeito. Mesmo após a insistência dos líderes partidários e também do presidente
da Câmara para que Feliciano deixe o comando da comissão, o parlamentar
manteve-se irredutível. A conversa, realizada no fim da manhã desta
terça-feira, resultou em apenas uma mudança: as reuniões presididas pelo
parlamentar voltarão a ser abertas ao público.
O colégio de líderes acabou se
dividindo sobre a permanência de Feliciano, o que lhe deu ainda mais argumentos
para que continuasse no cargo. Na reunião, o pastor chegou a ironizar que só
deixaria a presidência da comissão se João Paulo Cunha e José Genoino, ambos do
PT de São Paulo, saíssem da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Os dois
parlamentares foram condenados no julgamento do Mensalão e podem
perder o mandato ainda neste ano.
A reunião ocorreu sob clima de forte tensão. Eleito
legitimamente, o diálogo é a única forma que os deputados têm para convencer
Feliciano a renunciar.
No
encontro, agendado há duas semanas pelo presidente da Casa, representantes de
alguns partidos, como do PSOL, do PT e do PPS, fizeram o apelo por um novo
comando. Além desses partidos, grupos pedem a renúncia de Feliciano sob a
acusação de que o parlamentar manifestou opiniões racistas e homofóbicas. Líderes de
PMDB, PR, PSD, PRB e PMN defenderam que o pastor tinha o direito de continuar
no cargo. Alguns líderes não chegaram a se pronunciar diante da insistência do
pastor em continuar. O PSDB tomou uma decisão partidária de nem sequer
participar do encontro após avaliar não haver saída regimental para resolver o
problema. Fonte: Veja.com.br

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