quarta-feira, 12 de março de 2014

Governo trata derrota na Câmara Federal como fato episódico

A presidenta Dilma Rousseff ao ironizar a crise que a cada dia se agrava, entre o seu governo e o PMDB ao afirmar no Chile que o PMDB só lhe dá prazer, não contava com a derrota que estava sendo articulada na Câmara Federal, pelo seu principal parceiro e sócio, que comandou um bloco formado por 267 parlamentares - que criou uma comissão externa para apurar denuncias contra a Petrobras.

Os petistas atribuem essa derrota ao fato da presidenta Dilma Rousseff querer isolar o líder do PMDB na Câmara Federal, um político que lidera 70 deputados e que tem um grande poder de articulação. Essa tentativa de isolamento do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) serviu entre outras coisas, para unir um partido que vem emitindo sinais e não é de hoje, de que não vem sendo bem tratado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e pelo governo federal. Não é á toa, que em 11 estados da federação, dificilmente o PMDB se coligará com o PT.

Querer minimizar essa fragorosa derrota sofrida na Câmara Federal, tratado-a, com um fato episódico ou isolado é desconhecer as profundas divergências que hoje separam o PT do PMDB. Um fosso abissal, eu diria, que impede esses dois partidos de voltarem a ter uma convivência de aparência até, o que resguardaria os interesses comuns de ambos os partidos. A coisa está feia e só uma 'brigada' muito bem preparada, será capaz de apagar o incêndio que ameaça queimar todas as pontes que ainda ligam petistas e peemedebistas.

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