Os professores da rede
estadual de ensino do estado do Piauí estão, atualmente, sem ascensão em sua
carreira, pois, alegando falta de recursos os governos retiraram direitos como a regência de classe e a diminuição dos
níveis o que trouxe insatisfação na categoria.
De acordo com o Plano atual
o acesso e a progressão devem ocorrer nos meses de maio e outubro, no entanto,
o governo atrasa e não paga o retroativo. A Secretaria Estadual de Educação
(SEDUC) diminuiu os níveis de 08 para 04 e, o tempo de mudança passou de 04
para 08 anos. Em 2012, o governador Wilson Martins (PSB) incorporou a regência
ao vencimento e, com isso, diz que o estado paga acima do piso. De acordo com a atual
tabela, o professor classe A tem um
vencimento de R$ 1965, 99 no nível I, após 08 anos, ao passar para o nível II
terá um vencimento de 1995,23, um aumento de R$ 29, 24, veja que absurdo, o
docente passará 08 anos para ter um aumento de R$ 29, 00 no contracheque. O
mesmo professor no final de carreira terá um vencimento de R$ 2053,83, um
aumento de R$ 87,84, esse é o aumento que o professor receberá durante toda sua
carreira.
O Sindicato dos
Trabalhadores em Educação Básica Pública do Piauí (SINTE) colocou em discussão
o novo Plano, de acordo com a proposta, serão 07 classes e 09 níveis. A mudança
de uma classe para outra manterá o docente no mesmo nível em que se encontra, já
a mudança de nível será de 03 em 03 anos com um percentual de 4% entre eles. A proposta
também prevê a volta da regência com percentual de 40% sobre o vencimento e
cargo único de professor independente da função.
Percebe-se que para ser
implantado, o novo Plano depende da
vontade política do governador, que prestes a deixar o governo não se mostra
simpático com a idéia. De outro lado, temos um sindicato que abandonou o plano
de lutas, não se vê um movimento de base da categoria para pressionar o governo
a atender a demanda. Sem um plano de lutas que mobilize os professores,
dificilmente este plano sairá do papel.
Portanto, para que os
professores tenham de volta os seus direitos perdidos é necessário partir para
a luta, a fase de discussão já passou. O governador Wilson Martins (PSB) e o
secretário de Educação Átila Lira (PSB) deixarão um legado de, embora
concederem o reajuste do piso, não proporem um Plano de Carreira que realmente
valorize o professor. Haverá uma greve nacional nos dias 17, 18 e 19 de março
proposto pela Confederação Nacional dos Trabalhadores e Educação (CNTE) onde o
(SINTE) participará com manifestações na frente do Palácio de Karnak e na
Associação Piauiense do professores Municipais (APPM). O (SINTE-PI) deve
mobilizar a categoria e ir para a rua denunciar o tratamento que recebe do
governo. Só assim, lutando pelos seus direitos é que os professores terão seus
direitos resgatados e serão valorizados e isso trará reflexos na melhoria da
qualidade do ensino.
Paulo Sérgio Santos Rocha é
professor da rede estadual.
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