sábado, 28 de março de 2015

A operação mãos limpas do Brasil

“Quem rouba milhões, mata milhões.” (Deltan Dallagnol)

Um país com baixo nível de corrupção é possível? Depende dos seus cidadãos. Se a sociedade cerrar fileiras com o Poder Judiciário e o Ministério Público e apoiar essas duas instituições no combate aos bandidos de colarinho de toda cor que comandam grandes empreiteiras, servidores públicos que se deixam corromper e políticos, um país com baixo índice de corrupção é possível.     

O povo brasileiro com o julgamento da ação penal 470, mais conhecida como Mensalão, acreditou piamente que esse julgamento teria um efeito pedagógico numa sociedade, onde a imoralidade, sobretudo, no setor público existe quase que de maneira institucionalizada, haja vista, o grande número de escândalo que se sucede a todo o momento em todos os poderes, no Governo Federal nos estados e municípios. Mas essa esperança durou pouco, porque, as condenações que poderiam ser exemplares, acabaram sendo suavizadas, atendendo a interesses estranhos aos interesses do povo brasileiro, que é poder ter orgulho de viver numa nação decente. Dos réus do Mensalão, poucos continuam atrás das grades. A maioria foi beneficiada pela dosimetria e pelo indulto de Natal.

Com a Operação Lava-Jato, eis que ressurge a esperança de que este país seja passado a limpo e que este país deixe de ser tolerante com a corrupção, com os corruptos e corruptores. Isso graças ao trabalho que vem sendo desenvolvido pelo juiz federal Sérgio Moro e o procurador da república Deltan Dellagnol.

Com essa operação, está sendo possível sonhar mais uma vez com uma condenação que sirva de exemplo e de fator inibidor da corrupção levada a efeito por empresários, servidores públicos e políticos que escolheram o caminho fácil do enriquecimento por meio de assaltos repetidos aos cofres públicos.

O procurador da república Deltan Dallagnol defende punições duras contra corruptos e corruptores (ladrões do Brasil) e que funcione como efeito pedagógico. Mas existem aqueles que defendem penas brandas, sob alegação de que os presídios não suportam mais tanto bandido vendo o Sol nascer quadrado. Esses últimos são os defensores do nosso modelo atual de país. Uma verdadeira casa da sogra ou da mãe Joana.

A solução para o problema de super lotação nos presídios está na soltura dos ladrões de galinhas e criminosos que mataram em legitima defesa.

Joachim Arouche 
Postar um comentário