quarta-feira, 1 de abril de 2015

Crise de confiança

A crise que atravessa o Brasil é de falta de confiança da população com relação ao Governo Federal e aos congressistas.

Hoje todo mundo anda especulando sobre uma saída para a terrível crise de confiança que se abateu sobre o Poder Executivo e o Poder Legislativo. Os cientistas e jornalistas políticos andam quebrando cabeça contra o muro das maiores instituições da república, incluindo o Poder Judiciário e não conseguem descobrir uma saída, porque toda vez que a luz se acende no final do túnel, eis que um novo escândalo abala o país, colocando em risco a governabilidade.

Na realidade o Brasil está mergulhado em duas grandes crises: uma política e outra econômica. Cada uma pior do que a outra. A crise política é uma conseqüência da crise econômica ou vice-versa, porque, ambas são causas e efeitos uma da outra e como os nossos congressistas, com a exceção de praxe, são vinho de um mesmo barril, ou seja, políticos com uma mesma cultura, criados e orientados pela máxima do São Francisco de Assis que diz, “que é dando que se recebe e é perdoando que se é perdoado”. É que os políticos brasileiros só apóiam e votam com governo, sob a condição de serem contemplados com nacos do poder e a liberação de emendas.

O ajuste fiscal que está sendo colocado em prática pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, se por um lado aponta na direção da recuperação econômica no médio e longo prazo, por outro lado, cria desconforto e medo na população que vai ser afetada pelos cortes de benefícios trabalhistas, dificuldade de acesso ao crédito, aumento sucessivos das tarifas de energia elétrica, água e no reajuste dos derivados de petróleo - que afeta diretamente toda a cadeia produtiva e conseqüentemente irá provocar demissões.

Mas o que faz aumentar o descrédito no Governo Federal e na classe política em geral é o fato da presidenta Dilma Rousseff não tomar a iniciativa de reduzir o excessivo e desnecessário número de ministérios, o que automaticamente reduziria o gasto com pessoal. De ministérios que na realidade só existem para que os seus cargos sejam usados no balcão de negócios que existe, para transacionar cargos entre o poder Executivo e Legislativo, toda vez que o governo necessita de votos para aprovar ou barrar um projeto que é do seu interesse.


Os nossos congressistas, com as honrosas exceções, só votam e apóiam o governo na base do toma lá dá cá.  
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