terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Fadiga de material ou intolerância para com malfeitos?


Fadiga de material é o processo pelo qual os materiais perdem suas características iniciais devido a esforços repetitivos. O termo fadiga de material nós empregamos no jornalismo político para explicar o desgaste que alguns políticos e partidos sofrem a partir do segundo mandato. 

Daí, muitos defenderem o fim da reeleição, o que impede que um político e um partido permaneçam indefinidamente no poder, como é o caso do PT no Brasil, do bolivarianismo na Venezuela e em outros países, onde existem verdadeiras ditaduras que se mantém no poder através do voto. Um voto discutível é claro, porque sabemos como são eleitos esses dirigentes que se mantém no poder por vários mandatos. 

Na América do Sul a ‘ditadura democrática” é muito comum, porque, via de regra, os governantes dos países deste continente usam muito do clientelismo, assistencialismo, paternalismo e patrimonialismo para para fazerem política e se perpetuarem no poder.

O Brasil, a Venezuela, a Bolívia e a Argentina, até bem pouco são países onde o povo nativo está cansado de um só partido governá-lo por vários lustros. O povo argentino varreu o kirchnerismo, o povo boliviano disse não ao “presidente Evo Morales que pretendia disputar mais um mandato. Na Venezuela a porteira já foi aberta e o futuro de Nicolás Maduro já está praticamente selado, dada a situação de extrema gravidade que esse país atravessa. O Brasil em 2014, por pouco não mandou o PT para o lugar de onde nunca deveria ter saído. 
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