quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A política brasileira perdeu a compostura e a confiança do eleitor



“A grande contradição é que nós dependemos de mudanças que têm que vir do Congresso. E espontaneamente elas não virão, porque, compreensivelmente, as pessoas não mudam o sistema que as elegeu. A sociedade brasileira, mobilizada, é que deve cobrar as mudanças, começando pelo sistema de justiça, que é o fim do mundo”. (Frase do ministro do STF Luís Roberto Barroso)


A cada nova eleição, aumenta o número de votos nulos, brancos e abstenções, o que é bastante revelador sobre o mau humor do eleitor brasileiro, manifesto a cada novo pleito, para com a sua classe política.

É fácil deduzir o porquê do elevado número de votos brancos, nulos e abstenções nas eleições de outubro deste ano. É só observarmos o número de políticos e partidos envolvidos com a Operação Lava Jato, para nos darmos conta do número excessivamente grande de políticos envolvidos com práticas nada republicanas. A operação Lava Jato que não livra a cara de ninguém e que vem revelando ao país a nossa indigência política. 

Para o cientista político Aldo Fornazieri, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, a combinação de duas crises resultou no alto número de votos inválidos. "Nem os políticos nem os partidos deram respostas aos cidadãos sobre a crise da corrupção e nem sobre a crise do estado que não funciona", diz Fornazieri.

O Congresso Nacional, cujos membros, a maioria tem algum tipo de processo correndo na justiça, pelo seu histórico passado e recente, não contribui para a melhoria da imagem da nossa classe política. A situação do presidente do Senado, por exemplo, é bastante emblemática da grave crise política, por que passa o Poder Legislativo em nosso país.

Uma reforma política, feita em consonância com os interesses do país, poderia devolver ao Congresso Nacional, a confiança e o respeito que uma instituição como essa, deveria merecer do povo que representa, mas, a reforma política que os cientistas políticos dizem ser a solução para muitos dos males brasileiros, não acontece, porque, caso ela venha a acontecer, ela irá contrariar os interesses dos políticos profissionais e carreiristas.

Pensando bem, nós estamos num mato sem cachorro, como diz um velho ditado popular, quando queremos dizer que estamos em apuro.   
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