sábado, 22 de outubro de 2016

Cunha ameaça derrubar um segundo presidente



A presença da esposa do ex-deputado federal Eduardo Cunha, Cláudia Cruz, na carceragem da Polícia Federal na cidade de Curitiba - em visita ao seu esposo preso pela Operação Lava Jato, acompanhada de um advogado especialista em fazer acordo de delação premiada é bastante elucidativa e sugestiva.

Essa ameaça foi relatada na coluna Radar da revista Veja, lá atrás, no mês de julho deste ano. Depois que esse parlamentar cassado conseguiu afastar a presidente Dilma Rousseff do governo, após a Câmara Federal ter aceito o pedido de impeachment contra ela.

Sobre o que Eduardo Cunha sabe da biografia do presidente Michel Temer, das negociatas do PMDB com os governos Dilma e Lula e da cúpula do seu partido, ninguém tem dúvida de que ele será capaz de implodir um governo que mal consegue se manter de pé.

Na revista Época que circula nesta semana, Eduardo Cunha, afirma que o PMDB cobrou R$ 40 milhões do PT para apoiar a chapa de Dilma-Temer em 2014. O acordo secreto, segundo ele, foi fechado no primeiro semestre de 2014 por Aloizio Mercadante, homem de confiança de Dilma, e pelo senador Valdir Raupp, que presidia o PMDB.

Como ninguém ousará pedir ou interceder por Cunha junto ao juiz federal Sérgio Moro, ao preso Eduardo Cunha só restam duas alternativas: aceitar o benefício da delação premiada e escrever o seu livro de memórias e escancarar ao país os segredos do PMDB e da sua cúpula.

Com a delação premiada e o seu livro de memórias, Cunha detonará o país. Quem viver verá!
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