sábado, 4 de março de 2017

A poesia segundo Miguezim de Princesa (Miguel de Lucena)


A hora do aneurisma

I
Não é fácil ter poder,
Dar ordens na Esplanada,
Comer do bom e melhor,
Sendo babado e babada,
E de repente acordar
Preso, lascado e sem nada!

II
Dilma botou pra correr
O meu amigo Israel
Por errar num powerpoint,
(A besteira de um papel),
O coitado correu tanto
Que quase ficou pinel.

III
Dava carão em soldado,
Coronel e capitão,
Deu desprezo a Suplicy
(Foi grande a humilhação),
Mas depois foi afastada
E ficou na solidão.

IV
Agora Eduardo Cunha,
Que mandava em todo mundo,
Que comandou o impeachment,
Causando um cisma profundo,
Está preso na cadeia
Sem ter nem da calça o fundo.

V
Diz que tem um aneurisma
Seu apelo derradeiro
Por isso deve ser solto
E se tratar no estrangeiro
Porém, se a cabeça dói
É por falta do dinheiro.

Este poema foi publicado originalmente no site Recanto das Letras


Miguel de Lucena (Miguezim de Princesa) é delegado de polícia, jornalista e cordelista.
Postar um comentário