quinta-feira, 2 de março de 2017

Os principais responsáveis pelo nosso atraso secular



Na raiz de todos os problemas que o estado do Piauí enfrenta, encontra-se uma classe política retrograda, atrasada, viciada em poder e formada por membros de oligarquias.  

O governador do estado do Piauí, Wellington Dias é o representante de uma nova oligarquia política no seu estado. Um político que no espaço de duas décadas está no seu terceiro mandado.

O estado do Piauí tem um parlamento estadual, formado na sua expressiva maioria por integrantes, por políticos com mais de três mandatos. Algo injustificável, pelo fraco desempenho de cada um deles, porque via de regra, esses políticos, entra governo e sai governo e eles são aliados do governo de plantão.

Não é segredo para ninguém que o nosso estado continua sendo o último vagão da locomotiva chamada Brasil, o estado mais pobre e menos prestigiado do país.

A sorte do estado do Piauí é estar localizado ao lado do estado do Maranhão, que numa distância de mais de mil quilômetros, rio Parnaíba abaixo e Rio Parnaíba acima (baixo, médio e alto Parnaíba), o Piauí faz fronteira com o seu vizinho estado e dele se beneficia, uma vez que os municípios fronteiriços do lado maranhense têm como mercado consumidor os municípios de Teresina (capital) e Parnaíba. Não há nenhum exagero na afirmação de que são os maranhenses que movimentam a economia piauiense nos setores de serviços: educação e saúde.  

Os maranhenses procuram o estado do Piauí, basicamente, por ser um estado com preços de alugueis, mensalidades escolares, consultas médicas e hospedagem, relativamente baixos se comparado com São Luís. A qualidade dos serviços de saúde e educação razoáveis, também funcionam como atrativos.

Mas principalmente, em função dos preços praticados nesses dois setores da economia, por exemplo: a mensalidade de um curso de medicina numa universidade particular Maranhão, dá para pagar uma mensalidade do curso de medicina num centro acadêmico do Piauí, um aluguel de um apartamento na zona Leste de Teresina e o deslocamento do estudante do seu apartamento para o centro acadêmico e do centro acadêmico para o apartamento.    

Se o estado do Piauí resolvesse fechar as portas para os maranhenses que estudam e buscam serviços médicos em Teresina, a economia deste estado - que sobrevive do setor terciário, entraria em colapso.

Isso vem diminuindo, com o crescimento exponencial dos municípios de Caxias e Timon.
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