segunda-feira, 10 de abril de 2017

A violência faz parte do nosso cotidiano


“Eu não vim propor a paz e nem recomendo o uso da espada como defesa, porque a mensagem de paz não faz eco neste mundo insensato e a espada do cidadão é uma arma de brinquedo, diante de armas de última geração. Isso é apenas um grito de alerta”. (Tomazia Arouche)

Essa frase apocalíptica, que dá título a este texto, não se trata de um presságio, mas de uma constatação, baseada na realidade presente que indica que tudo só tende a piorar e que fatalmente, fará de cada um de nós uma vítima e assistentes privilegiados de tragédias anunciadas. Há alguns anos atrás, só os pobres eram vitimados pela violência, mas de certo tempo para cá, a violência cresceu de tal maneira que ninguém está a salvo dela.

Num passado não muito distante, raramente se ouvia falar que um policial tinha sido vítima de bandidos. Hoje em dia, os policiais de cidades como São Paulo e Rio de janeiro, só usam fardas quando estão de serviço. Isso quer dizer, que na periferia, onde a maioria dos policiais reside, eles não podem ser identificados na comunidade como sendo policiais militares.

A violência nos grandes centros urbanos, está a exigir cada vez mais o aumento do contingente policial e os ricos a contratar um verdadeiro exército de seguranças, muito bem treinados e armados. Em contra partida, o exército do narcotráfico é formado por jovens raquíticos e despreparados, mas movido por um ódio visceral contra o sistema, contra a burguesia e ainda por cima, eles são estimulados por drogas alucinógenas que afastam o medo da morte e produz um prazer momentâneo.  

A 'reserva do exército' dos contraventores é muito grande e é formada por jovens que foram criados no ‘oco do mundo e que por isso mesmo são incapazes de sentir dó e compaixão pelas suas vítimas. São jovens dispostos a morrer por um tênis de marca e drogas que lhe façam fugir da realidade e penetrar num mundo delirante e fora de um mundo injusto e assustador.

Outros tipos violência

As catástrofes provocadas pelos fenômenos da natureza, nas últimas duas décadas, devastam países, matam e desabrigam milhares de pessoas ao redor do mundo. Quando não é tsunami é neve. Quando não é enchente é incêndio. Esse tipo de violência é uma reação da natureza contra os seus agressores.  

Os conflitos com motivações religiosas e étnicas acontecem em toda parte. Esses conflitos têm raízes comuns: a questão religiosa e a superpopulação. Esses dois fenômenos sociais, além de provocar tragédias, ainda criam outros problemas: a falta de emprego, a falta de serviços básicos e as guerras religiosas, como as que estão sendo travadas neste momento entre cristãos e muçulmanos.

As pautas das emissoras de televisão aberta ou fechada, são completamente tomadas pela violência nossa de cada dia. Ia esquecendo de falar sobre a violência doméstica, essa a mais assustadora e aterradora, onde filho mata pai e pai mata filho. Uma loucura! Como fugir deste mundo insensato? Eu não vejo como. Se eu pudesse eu já teria fugido.
A propósito, colocar um filho neste mundo, nos dias de hoje, é uma temeridade. E ainda tem gente que para satisfazer o seu prazer egoísta, tem a coragem de ter uma penca de filhos.
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