segunda-feira, 17 de abril de 2017

As urnas absolverão poucos corruptos travestidos de políticos



A primeira punição aos corruptos flagrados pela Operação Lava Jato, não acontecerá necessariamente nos tribunais. Com a previsão de um desenrolar lento para os processos na esfera jurídica, caberá aos eleitores, muito provavelmente, "condenar" os políticos investigados.

A eleição de 2018, antecipará o julgamento dos políticos envolvidos no escândalo do Petrolão e outros filhotes de corrupção que forem aparecendo, na medida em que a Operação Lava avança. Como por exemplo, a Operação Calicute, comandada pelo juiz federal da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas que prendeu o ex-governador Sérgio Cabral e quase uma dezena dos seus ex-assessores.

Os parlamentares que não forem julgados até a eleição do próximo ano, certamente buscarão uma nova eleição para continuar sob o manto protetor do famigerado foro por prerrogativas de função. E eles certamente conseguirão um novo mandato, porque como todos sabem, para um político se eleger para a Câmara Federal, o fator determinante é o dinheiro, porque como são muitos os candidatos e a fiscalização sobre eles é menos são severas, o voto é conquistado com base no toma lá dá cá, ou seja, na troca de votos por pequenos favores, promessas de emprego e até dentaduras.  

Já a candidatura majoritária, essa depende mais do discurso e do trabalho de convencimento do marqueteiro. O que nos leva a concluir que os políticos suspeitos de envolvimento com a corrupção, dificilmente serão eleitos senador, governador e presidente da república.
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