quinta-feira, 15 de junho de 2017

É preciso acabar com essa promiscuidade



É preciso desvincular o nosso sistema político do poder econômico, torná-lo mais próximo do povo e voltado para o resgate da cidadania.

O escândalo do Petrolão e as ações da Operação Lava Jato, estão revelando ao país, a relação promiscua que se estabeleceu entre uma classe política dependente do poder econômico e a classe empresarial que financia campanhas de candidatos que se comprometem em sendo eleitos, defenderem os interesses dos seus benfeitores.

As grandes corporações e entidades, como a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) veem na classe política, um grande investimento que se dá na forma de financiamento de campanhas, cujo retorno se dá na votação de Leis e Emendas de interesse dessas entidades e das grandes empreiteiras e montadoras.

A baixa renovação no Congresso Nacional se explica pela facilidade dos congressistas com mais de um mandato, se relacionarem com o mundo dos negócios.    
A relação dos empresários Joesley e Wesley Batista, com o mundo político brasileiro, que acaba de ser revelada ao país pela Operação Lava Jato é apenas a ponta de um iceberg de uma relação imoral que se dá entre políticos de todos os matizes e grandes empresários de todos os setores da economia que se ajudam mutuamente e trocam favores.

Embora reconheçamos o papel pedagógico da Operação Lava Jato e outras operações em curso, como fatores inibidores de práticas nada republicanas de parte de agentes públicos e o mundo empresarial, elas são insuficientes para moralizarem o país.

Mais importante do que qualquer Operação desse jaez - é a aplicação da lei, de modo a acabar com a impunidade. Se não for possível acabar esse terrível mal, que pelo menos possamos reduzi-la a um nível tolerável.
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