sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Leitura dinâmica



A cúpula do PMDB foi toda denunciada pelo Procurador-Geral da República (PGR) Rodrigo Janot, o que obrigou o presidente da república Michel Temer a voltar atrás na sua decisão de que o ministro que fosse denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) seria afastado. Michel Temer disse em 13 de fevereiro, em pronunciamento à imprensa no Palácio do Planalto que afastaria do governo qualquer ministro que fosse denunciado na Operação Lava Jato. Segundo Temer, o afastamento seria provisório se o ministro fosse denunciado. E que seria afastado definitivamente se, após a fase de denúncia, o ministro virasse réu.

Ninguém quer descascar o abacaxi

Michel Temer deverá permanecer na presidência da república até o final do seu mandato, não por falta de desconfiança do povo brasileiro e da nossa classe política com relação ao presidente da república, mas pela falta de alguém que esteja disposto a assumir o comando de um país arruinado economicamente e politicamente. O presidente da Câmara Federal, se quisesse assumir a responsabilidade por descascar o abacaxi que atende pelo nome de Brasil, já teria conseguido, haja vista, ele contar com o apoio da maioria dos grandes partidos. Por grandes partidos, entenda-se o PSDB, o PT e o DEM que com a eleição de Rodrigo Maia para a presidência da Câmara, recuperou o status de partido grande.

É uma questão de sobrevivência

Existe no Congresso Nacional, a consciência de que a salvação de alguns líderes do PMDB, PT e PP passa necessariamente pela salvação do presidente da república Michel Temer, da negação da autorização da Câmara Federal ao STF para investigar Sua Excelência, o presidente da república.   
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