O estado do Rio de Janeiro é o
núcleo da ‘degeneração moral’ de um país que se especializou em produzir
corruptos e malfeitores. Uma gente que entra na vida pública para sequestrar
uma nação que sempre foi refém de bandidos travestidos de pessoas do bem.
O que já existia desde sempre
neste país, foi escancarado com os escândalos do Mensalão e do Petrolão,
escândalos esses que revelaram ao país a ponta de um iceberg de roubalheira e
prostituição moral.
Esses dois escândalos apontaram a
face sombria de uma nação que sempre foi muito tolerante e até condescendente
com a corrupção e com os corruptos contumazes, que são responsáveis por grande
parte da miséria que assola este país, na medida em que os recursos que
deveriam ser destinados à construção de escolas, hospitais, creches e até mesmo
destinados ao aumento do benefício do Bolsa Família, responsável pela redução
da extrema pobreza em nosso meio, são desviados pelo duto de uma corrupção
sistêmica, endêmica e altamente sofisticada.
Se citamos o estado do Rio de
Janeiro como exemplo de ações corruptas e de corruptos bem-sucedidos, o fazemos
porque é nesse estado, onde a corrupção existe de maneira nada comedida e de
tal modo institucionalizada e agressiva, que ela se sucede automaticamente, mas,
isso não quer dizer necessariamente que a corrupção nesse nível que o estado do
Rio de Janeiro atingiu, só existe em solo fluminense. Não! A corrupção neste
país é generalizada e em todos os níveis de poder.
A Operação Lava Jato ousou
combater esse terrível mal, mas, os poderes políticos, econômicos e até
jurídicos investiram tão fortemente contra essa operação moralizadora e
redentora, que a Operação Lava Jato está sendo morta por asfixia. O ex-juiz
federal Sérgio Moro e o procurador da república Deltan Dallagnol, a qualquer
momento podem pedir asilo político na embaixada francesa, tamanha a pressão que
esses dois brasileiros comprometidos com uma nação decente vem sofrendo.
No Brasil, a nação indecente acaba
sempre vencendo a nação decente. Pobre de nós os brasileiros que sonhamos com
uma nação minimamente digna.
Mudando de assunto:
O estado do Piauí continua sendo o
último vagão da locomotiva Brasil. De uma locomotiva movida à lenha. Por que o
Piauí continua nessa triste condição? Porque sem um porto marítimo, sem uma
ferrovia, sem uma boa estrada para escoar a produção de soja (o principal
produto agrícola do estado), sem um parque fabril importante, em suma: sem uma
boa infraestrutura.
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