O Brasil reclama por mudanças e
exige novas transformações. O país vive hoje ‘o mais do mesmo’. Estagnamos. As
reformas estruturais tão necessárias, como a reforma política, não acontecem,
porque, não há nenhum interesse de parte do governante de plantão, nessa
reforma; entre todas elas a mais importante.
Desafios que julgávamos já superados estão de volta, como, o desarranjo
econômico, a perda de nossa credibilidade junto ao mundo desenvolvido, porque
os interesses de grupos e dos partidos se sobrepõem aos interesses da nação. Sendo
que o improviso e o remendo administrativos são as principais marcas dos
governos pretéritos e presente.
De progressivo desajuste das contas públicas, reduzidos investimentos e
baixa produtividade. E de um apagão logístico que sintetiza a perda de
competitividade de nossas empresas e nossas indústrias, sufocadas por uma
enorme carga tributária e por uma burocracia paralisante.
Sem visão de futuro, os sucessivos governos brasileiros, legaram às
novas gerações uma economia doente. Empregos de má qualidade, um PIB cada vez
menor, uma indústria que passa por um acelerado processo de desindustrialização.
O que fazer para superarmos as
nossas crônicas deficiências? É preciso romper com o corporativismo imobilista,
com a burocratização e com o intervencionismo exacerbado que vêm travando o
investimento público e afugentando o privado. É urgente mudarmos a nossa
cultura política. Uma cultura política estruturada em cima de falsos valores
que valorizam a esperteza, a malandragem e a Lei do Gerson. Um princípio em que
determinada pessoa (político) ou empresa obtém vantagens de forma
indiscriminada, sem se importar com questões éticas ou morais.
Um momento propício
à reflexão
O instante que nós vivemos é propício à reflexão, sobretudo, uma
reflexão sobre o nosso momento político, que não nos permite ser otimista com
relação ao nosso futuro como nação. É que são tantos os problemas que nós os
brasileiros enfrentamos atualmente que é ‘doentio’ ser otimista com o futuro do
Brasil, um país que vive mergulhado num verdadeiro caos social, porque são
muitos os problemas, muito deles muito complexos e de difícil solução, como por
exemplo, o problema da miséria extrema em que mais da metade da população brasileira
vive mergulhada.
Eis que surge uma grande
oportunidade ao povo brasileiro de mudar o seu destino trágico, a eleição deste
ano, que nos oferece a oportunidade de mudarmos (trocarmos) os chefes do Poder
Executivo medíocres e renovar um Poder Legislativo inoperante. Um poder
Legislativo, formado na sua expressiva maioria por políticos semianalfabetos e sem
nenhuma noção do verdadeiro significado da função do vereador.
A propósito: Mudar é urgente, mas
não convém mudar ou trocar seis por meia dúzia. Ou trocar um político por outro,
sem que algo efetivamente
mude.
Por Tomazia Arouche
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