domingo, 6 de setembro de 2020

Urge mudar! Mudar é urgente!


O Brasil reclama por mudanças e exige novas transformações. O país vive hoje ‘o mais do mesmo’. Estagnamos. As reformas estruturais tão necessárias, como a reforma política, não acontecem, porque, não há nenhum interesse de parte do governante de plantão, nessa reforma; entre todas elas a mais importante.  

Desafios que julgávamos já superados estão de volta, como, o desarranjo econômico, a perda de nossa credibilidade junto ao mundo desenvolvido, porque os interesses de grupos e dos partidos se sobrepõem aos interesses da nação. Sendo que o improviso e o remendo administrativos são as principais marcas dos governos pretéritos e presente.

De progressivo desajuste das contas públicas, reduzidos investimentos e baixa produtividade. E de um apagão logístico que sintetiza a perda de competitividade de nossas empresas e nossas indústrias, sufocadas por uma enorme carga tributária e por uma burocracia paralisante.

Sem visão de futuro, os sucessivos governos brasileiros, legaram às novas gerações uma economia doente. Empregos de má qualidade, um PIB cada vez menor, uma indústria que passa por um acelerado processo de desindustrialização.

O que fazer para superarmos as nossas crônicas deficiências? É preciso romper com o corporativismo imobilista, com a burocratização e com o intervencionismo exacerbado que vêm travando o investimento público e afugentando o privado. É urgente mudarmos a nossa cultura política. Uma cultura política estruturada em cima de falsos valores que valorizam a esperteza, a malandragem e a Lei do Gerson. Um princípio em que determinada pessoa (político) ou empresa obtém vantagens de forma indiscriminada, sem se importar com questões éticas ou morais.

Um momento propício à reflexão

O instante que nós vivemos é propício à reflexão, sobretudo, uma reflexão sobre o nosso momento político, que não nos permite ser otimista com relação ao nosso futuro como nação. É que são tantos os problemas que nós os brasileiros enfrentamos atualmente que é ‘doentio’ ser otimista com o futuro do Brasil, um país que vive mergulhado num verdadeiro caos social, porque são muitos os problemas, muito deles muito complexos e de difícil solução, como por exemplo, o problema da miséria extrema em que mais da metade da população brasileira vive mergulhada.

Eis que surge uma grande oportunidade ao povo brasileiro de mudar o seu destino trágico, a eleição deste ano, que nos oferece a oportunidade de mudarmos (trocarmos) os chefes do Poder Executivo medíocres e renovar um Poder Legislativo inoperante. Um poder Legislativo, formado na sua expressiva maioria por políticos semianalfabetos e sem nenhuma noção do verdadeiro significado da função do vereador.  

A propósito: Mudar é urgente, mas não convém mudar ou trocar seis por meia dúzia. Ou trocar um político por outro, sem que algo efetivamente mude.

Por Tomazia Arouche

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