quarta-feira, 2 de junho de 2010

O PT aparelhou o estado brasileiro e sufocou o trabalhador

Em todas as empresas estatais o governo Lula colocou a companheirada, gente na sua maioria expressiva, desqualificada para funcionar como conselheiros de empresas que requer um elevado nível de conhecimento técnico. Uma função que existe e foi criada só para acomodar os petistas que ao chegarem ao poder passaram a se sentirem no direito de serem empregados pelo governo federal. Daí os petistas encastelados no poder, passarem a lutar pela reestatização das empresas que foram vendidas para o setor privado, como por exemplo, a Vale, antiga Companhia Vale do Rio Doce, o que criaria milhares de novos empregos que não só acomodariam a turma de casa> empregos esses que também poderiam ser usados como moeda de troca, na hora do governo petista precisar negociar com a sua base aliada, que tem uma fome insaciável por cargos, sobretudo pelo bem remunerados.

O aparelhamento do estado, nada mais e que uma maneira do governo infiltrar os seus militantes nas empresas sobre as quais o governo federal tem um particular interesse, como a Petrobrás, Eletrobrás, Nuclebrás, BNDES e outras empresas menos importantes. O que é bom tanto para o governo que passa a ter olhos dentro dessas empresas, quanto para aqueles recebem mais uma sinecura, como a turma de elite dos sindicatos, os famosos sindicalistas (que hoje só defendem os interesses do governo que representam), a turma de elite do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a turma de elite da União Nacional dos Estudantes (UNE). Essas turmas que destarte afirmarem as suas independências trabalham para o governo do presidente Lula em tempo integral. Quando Lula precisa de aplausos e de gente para criar constrangimento aos seus adversários, os tarefeiros dos sindicatos, do MST e da UNE são convocados para executarem o serviço sujo.

Desde que Lula assumiu a presidência da república, a classe trabalhadora nos parece que chegou ao paraíso, porque de lá para cá, não se ouve mais falar em greve, a não ser no serviço público (onde o servidor tem garantias constitucionais), como se o salário pago hoje em todo o país, seja suficiente para que o trabalhador assalariado possa viver com dignidade. Mas essa ausência de protesto não quer dizer que os trabalhadores não se sintam insatisfeitos com os baixos salários e as condições insalubres de muitos serviços, mas ocorre que devido a cooptação dos líderes do movimento sindical, que somado a instabilidade no emprego, a precarização do trabalho e a falta de um mercado de trabalho, o trabalhador vai se encolhendo e passa a preferir um emprego, mesmo que seja mal remunerado e em condições precárias, a ter que lutar para melhorar a sua condição, sujeito a viver sob permanente ameaça de ser despedido.

O trabalhador brasileiro sob Lula e o petismo, vive sob o signo do medo, por não se sentir mais representado e não ter quem o represente. O Partido dos Trabalhadores (PT), que foi criado pelo movimento sindical, ao chegar ao governo abandonou a sua principal bandeira de luta, o que acabou deixando o trabalhador na orfandade. Hoje no Brasil, os petistas no governo são mais radicais, do que o empresário da iniciativa privada. Recentemente os policiais civis do estado do Piauí, foram humilhados e massacrados pelo governo petista de Wellington Dias, que impôs como condição para negociar com os grevistas as suas rendições. Como o sindicato não aceitou essa humilhação, não houve acordo e os policiais civis piauienses continuam na mesma, vivendo com salários defasados. É isso ai, quem mandou acreditar em petista? O petista no governo é de uma truculência que assusta.

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