segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Dilma começou o seu governo peitando sindicalistas e alguns partidos

Parte da esquerda brasileira já começa a olhar Dilma Rousseff, com certa desconfiança. É que ela já peitou alguns partidos e as maiores centrais sindicais.

A presidente da república Dilma Rousseff, nesses seus primeiros dias de governo, dois meses, mais precisamente, já criou vários atritos com alguns partidos, que historicamente sempre foram aliados de primeira hora do Partido dos Trabalhadores (PT), como o PSB, PDT  e PCdoB. O primeiro atrito se deu com o PSB do governador Eduardo Campos, ao querer impor o nome do ex-deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP), mesmo contra a vontade da principal liderança desse partido, o governador pernambucano, que não pede segredo a ninguém, quando manifesta o seu desejo de sair candidato à presidência da república em 2014. A criação do Partido Democrático Brasileiro (PSB), pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab tem o apoio do governador de Pernambuco.

O PCdoB, que é louco por uma boquinha, foi desprestigiado, por não conseguir emplacar nomes como o do ex-deputado federal Flávio Dino, um excelente quando desse partido, que na sua passagem pela Câmara Federal, foi considerado um dos melhores parlamentares da legislatura passada, senão o melhor, que voltou a sala de aula por não ter sido convidado a integrar o governo de Dilma Rousseff, quem defendeu com unhas e dentes. O próprio ministro Dos Esportes, Orlando Silva, ainda se mantém no cargo por amor ao poder.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, do PDT, esse por pouco não foi sacado fora, quando da votação do novo salário mínimo, porque ele andou se manifestando favorável a um salário mínimo maior, o que repercutiu mal no Palácio do Planalto.

As principais lideranças das maiores centrais sindicais, inclusive a CUT, o braço sindical dos dois governos Lula, não anda se sentindo confortável nesse novo governo, por não ter sido chamada a participar das negociações formação do governo Dilma. A Força Sindical, essa já partiu para o confronto direto, ao ficar do lado dos trabalhadores, quando da votação do novo salário mínimo.

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