terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O Brasil precisa aprender a fazer opções e eleger prioridades


O ministério da Educação fixou em R$ 1.451 piso salarial dos professores que trabalham 40 horas é que deverá ser pago pelos estados e municípios. Nem bem o piso salarial foi estabelecido para que o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski afirmasse que as prefeituras não dispõem de caixa para custear a folha.

Estudo feito por entidade comandada por Ziulkoski concluiu que o novo piso representa um acréscimo 22,22% em relação ao que foi gasto no ano passado para honrar os contracheques dos professores. O documento anota que, de 2009 a 2011, essa rubrica foi engordada em R$ 5,4 bilhões.

Quanto a esses dados não cabe nenhuma duvida e sobre os efeitos desse a' umento justo 'sobre a folha de pagamentos desses dois entes federativos. Mas algo tem de ser feito pelos governos no sentido de que o pagamento do novo piso salarial seja cumprido. Se necessário ,com a punição dos gestores que não cumprirem o que determina a lei.

O maior problema brasileiro é a falta de uma definição de prioridades. O que vem a ser essas prioridades para o país? Até mesmo o conhecimento empírico leva qualquer brasileiro de inteligência mediana a concluir que qualquer país que busca o desenvolvimento pleno, tem que investir maciçamente neste tripé: educação, saúde e segurança.

Sem grandes investimentos nesses três setores, o Brasil vai passar o tempo todo andando de lado como caranguejo, sem chegar a nenhum lugar. E para que se alcance o desenvolvimento que permita ao Brasil se credenciar para ingressar no clube dos países desenvolvidos, vai ser preciso o governo investir muito nessas três áreas, de maneira a universalizar o acesso ao saber, a saúde e a segurança, sobretudo, para aqueles que se encontram na base da pirâmide.  

O governo brasileiro destina bilhões de reais ao Bolsa Família, um programa que era para ser emergencial, mas que acabou se tornando um programa definitivo. Um programa que ao invés de retirar o brasileiro da pobreza extrema, muito pelo contrário, contribuiu para a manutenção e perpetuação da miséria.

Uma das opções que o governo brasileiro tem fazer e com certa urgência, é  priorizar os investimentos em educação, saúde e segurança.

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