A carta do deputado federal Jesus Rodrigues (PT-PI) dirigida
à presidente do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Regina Sousa, onde desiste de disputar a sua reeleição, embora tenha um estilo edulcorado, revela nas entrelinhas a insatisfação desse parlamentar para com o pré-candidato
ao governo do estado, o senador Wellington Dias (PT-PI) que permitiu o
lançamento da candidatura da sua esposa a um vaga na Câmara Federal, o que dificultará
a eleição do petista detentor de um mandato no Congresso Nacional e que pretende
buscar a sua reeleição.
Como disse ontem aqui neste mesmo espaço, o candidato ao
governo do estado que permite que um parente seu se candidate a um cargo
proporcional, lhe criará sérios obstáculos, porque, para os concorrentes a uma vaga
na Assembléia Legislativa, Câmara Federal ou Senado, a esposa, o irmão, o cunhado ou
até mesmo um parente distante do candidato à sucessão estadual será privilegiado.
Isso é ponto pacifico.
A candidatura de parente do candidato ao governo é um
prato cheio para o seu adversário, que irá apresentar seu principal opositor
como o representante de uma oligarquia.
A desistência de Jesus revela os ‘nervos expostos’ do
Partido dos Trabalhadores (PT) no estado do Piauí, onde a família Dias formou
uma oligarquia. A desistência de Jesus Rodrigues
pode ser entendida como um grito de alerta, quando ainda há tempo para Wellington Dias fazer algumas correções
de rumo na sua pré-candidatura. Quem alerta amigo é, diz um antigo e surrado dito popular.
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