domingo, 9 de março de 2014

A desistência de ‘Jesus’ é um grito de alerta ao PT piauiense

A carta do deputado federal Jesus Rodrigues (PT-PI) dirigida à presidente do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Regina Sousa, onde desiste de disputar a sua reeleição, embora tenha um estilo edulcorado, revela nas entrelinhas  a insatisfação desse parlamentar para com o pré-candidato ao governo do estado, o senador Wellington Dias (PT-PI) que permitiu o lançamento da candidatura da sua esposa a um vaga na Câmara Federal, o que dificultará a eleição do petista detentor de um mandato no Congresso Nacional e que pretende buscar a sua reeleição.  

Como disse ontem aqui neste mesmo espaço, o candidato ao governo do estado que permite que um parente seu se candidate a um cargo proporcional, lhe criará sérios obstáculos, porque, para os concorrentes a uma vaga na Assembléia Legislativa, Câmara Federal ou Senado, a esposa, o irmão, o cunhado ou até mesmo um parente distante do candidato à sucessão estadual será privilegiado. Isso é ponto pacifico.

A candidatura de parente do candidato ao governo é um prato cheio para o seu adversário, que irá apresentar seu principal opositor como o representante de uma oligarquia.

A desistência de Jesus revela os ‘nervos expostos’ do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado do Piauí, onde a família Dias formou uma oligarquia. A desistência de Jesus Rodrigues pode ser entendida como um grito de alerta, quando ainda há tempo  para Wellington Dias fazer algumas correções de rumo na sua pré-candidatura. Quem alerta amigo é, diz um antigo e surrado dito popular.  

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