quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Apartheid no carnaval de Teresina

O carnaval do apartheid social. Os pobres sambam e dançam no chão
O carnaval fora de época de Teresina, um desfile de carros que atende pelo nome de Corso, promovido pela prefeitura da capital do estado do Piauí é um carnaval feito para a "elite da capital e do interior", uma vez que o pobre piauiense só dele participa, aplaudindo do chão os bem nascidos. Outros preferem chamar esse Corso de Carnaval Triste, porque não existe empolgação. Parece mais um cortejo de carros com pessoas que estão ali para se exibirem. 

 A dinheirama que está sendo gasta pela prefeitura (recursos públicos), segundo um amigo meu economista é três vezes maior do que a ajuda destinada pela prefeitura às escolas de samba que fazem parte da tradição do reinado de Momo do Piauí.

Vamos à definição de Corso. Corso significa um cortejo de carros, comum no carnaval do inicio e até metade do século passado, onde a elite da cidade do Rio de Janeiro brincava o carnaval.


A propósito: segundo comenta um Espírito de Porco, o dinheiro gasto pela prefeitura de Teresina para que o seu Corso fosse incluído no Guinness Book daria para pavimentar a Vila Carlos Falcão, a Vila Carlos Feitosa, a Vila Brasil e a Cidade Leste com camada asfáltica. 

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