sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O estado ausente

A violência que assusta o país e que deixa à sua população em estado permanente de terror começou a assumir uma proporção assustadora na década de 80 quando o gaúcho Leonel de Moura Brizola chegou ao poder pela primeira vez no estado do Rio de Janeiro, pois segundo dizem os especialistas em criminalidade e tráfico de droga, esse ex-governador não permitiu mais que as policia civil e militar subissem os morros para reprimir a ação dos bandidos e combater o comércio de drogas. 

É óbvio que isso é mais componente desse fenômeno mundial que começou fora no Brasil e neste país encontrou terreno fértil para se reproduzir e expandir. Hoje em dia o Brasil não é só um grande centro consumidor, mas também um grande centro exportador de drogas.

A indústria e o comércio do tráfico se instalaram neste país, graça à ‘ausência do estado’ que permitiu que entre pobres e ricos fosse criado um fosso que cada vez mais aumenta, separando uma pequena parcela da população formada pelos ricos e a maioria dessa mesma população formada por pobres, miseráveis e os excluídos. Com os pobres sendo obrigados a servirem ao exército e a indústria do tráfico para não morrer de fome e usufruir de bens só acessíveis a quem dispõe de uma boa renda.
O Brasil melhorou sob os sucessivos governos petistas, mas como a miséria era extrema, o estado brasileiro priorizou os seus investimentos na área social (bolsa família, Prouni, medicamentos grátis ou subsidiados), mas não elegendo o  combate ao tráfico como prioridade absoluta.

Joachim Arouche

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