sexta-feira, 20 de março de 2015

O Brasil não é uma pátria é um amontoado de gente

“No Brasil, via de regra os filhos admiram os seus pais, não por serem pessoas dignas, mas porque são bem sucedidos nos jogos da esperteza e da malandragem. Os filhos de políticos e contraventores geralmente seguem as profissões dos pais. Convém lembrar que toda regra comporta exceção. Ainda bem!”. (Tomazia Arouche

É que nós os brasileiros somos descompromissados com o nosso país ou somos antipatrióticos. Dá no mesmo. Nós o povo brasileiro que nos unimos para torcer pela Seleção Brasileira, não temos fervor e amor à pátria, quando se trata de cuidar e zelar pela coisa pública, de modo a que o nosso empenho em defender os interesses do Brasil sirva como contribuição de cada brasileiro para a construção de uma nação. Uma coisa que o Brasil ainda não é.

Essa onda de corrupção que assola o país e cuja dimensão não nos é possível avaliar, da bem a dimensão da nossa falta de patriotismo, sobretudo dos homens públicos. De uma categoria que em tese existe e é bem remunerada para servir ao país. E o que nós vemos é este país ser assaltado por quadrilheiros que se dizem patriota e se ufanam de lutarem “heroicamente” pela pátria.

O povo brasileiro herdou uma cultura que valoriza o levar vantagem sobre o outro. A cultura da esperteza, da malandragem e da safadeza. Esses três princípios nós aprendemos nas nossas casas, nas escolas, nos clubes, nas peladas de finais de semana e assistindo aos debates e às votações no Congresso Nacional.

O brasileiro não perde uma oportunidade para levar vantagem, como enfatizava a propaganda de uma marca de cigarro levada ao ar na década de 70 e protagonizada pelo ex-craque de futebol, Gerson Canhotinha de Ouro, como era mais conhecido o ex-craque do Botafogo, São Paulo e da Seleção Brasileira. Uma propaganda de muito sucesso e que reforçou no espírito do povo brasileiro a cultura do levar vantagem em tudo.


Da vida pública de onde deveria partir os maiores exemplos de retidão e honradez é onde essa cultura indecente é mais praticada e levada às últimas conseqüências. A não votação de uma reforma política que representa um dos maiores anseios da população brasileira é um exemplo da falta de compromisso dos nossos políticos com esta nação, porque se aprovada, vai contrariar os interesses dos parlamentares brasileiros. A clausula de barreira, o voto distrital e o fim da reeleição não interessam aos deputados e senadores. Por motivos óbvios.          
Postar um comentário