segunda-feira, 9 de março de 2015

Sem o apoio popular Dilma e o PT não sobreviverão


O Brasil, sem querer ser catastrófico, vive um momento particularmente muito difícil, pois tudo conspira contra este país, senão vejamos: com uma inflação renitente, o dólar na estratosfera, a queda na produção industrial, sobretudo no setor automobilístico, a crise financeira internacional que afeta os nossos maiores importadores de commodities, uma crise política que caminha para uma crise institucional, onde os presidentes das duas casas que formam o Congresso Nacional aparecem na lista dos delatores da operação Lava Jato e os implicados, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o deputado federal Eduardo Cunha, tentam salvar as suas peles jogando para as platéias do Senado, da Câmara e a opinião pública. Tudo isso sem falar do escândalo da Petrobras, que segundo os analistas políticos supera o escândalo dos Anões do Orçamento, o escândalo que defenestrou Fernando Collor de Mello do poder e o Mensalão. 

No meio do turbilhão e entre um fogo cruzado, inclusive do fogo amigo, está a presidenta Dilma Rousseff que com a rebelião do PMDB está na iminência de perder apoio político do principal partido da base aliada. A propósito: o senador Romero Jucá, um contumaz negociador de cargos junto ao governo federal e que até bem pouco tempo era considerado um dos homens da linha de frente dos sucessivos governos petistas, ao farejar a agudização dessa crise que ninguém ousa afirmar como vai terminar, ao ser questionado sobre a sua maior participação no governo Dilma Rousseff se saiu com essa frase bastante emblemática: “Prefiro um lugar no escaler do que uma site presidencial no Titanic”. A história do Titanic o mundo inteiro sabe como terminou. 

Buscar o apoio popular é a única saída possível para o Governo Federal e para à sobrevivência do Partido dos Trabalhadores (PT). 

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