sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Prisão de Peixe Grande preocupa outros peixes

Esta imagem até bem pouco tempo atrás era impensável

Pouco a pouco a Operação Lava Jato vai criando o ambiente favorável à prisão de políticos de alto coturno, muitos deles tido e havido como intocáveis. A prisão do pemedebista Eduardo Cunha, até bem pouco, um dos políticos mais poderosos e influente da Nova República, sinaliza para o fim da impunidade e de políticos que se consideram acima das leis.

O juiz federal Sérgio Moro e a sua Força Tarefa estão passando este país a limpo. Passar limpo que significa passar como um trator por cima de corrupto e corruptores, sejam eles de direita ou de esquerda.

A propósito, eu desconfio de quem tenta desqualificar o juiz Sérgio Moro, os procuradores da república e a equipe da Polícia Federal que compõem a Força Tarefa que investigam as quadrilhas que criaram e operaram o Petrolão.   

Em tempo: a delação ou colaboração premiada é a única esperança que resta ao ex-presidente da Câmara Federal e peemedebista Eduardo Cunha de pelo menos aliviar a sua situação e principalmente da sua esposa e da sua filha mais velha. Mas, para que a sua delação seja aceita é preciso que fatos novos sejam revelados, o que justificaria sua delação. Sem elementos novos e explosivos, a chance de Cunha conseguir o benefício da delação premiada é quase zero.
    
Depois da prisão de Cunha qualquer outro peixe grande poderá ser preso sem provocar estardalhaço e sem traumatizar o país. Quem viver verá!  
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