sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Nós somos um povo bruto e nos regozijamos disso



Quando nós gente do povo, reclamamos contra a nossa classe política, o fazemos por um sentimento de indignação, mas, sem convicção daquilo que fazemos. Agimos de maneira inconsequente, porque, a nossa reclamação não passa de uma manifestação momentânea, por exemplo: as grandes passeatas e manifestações do ano de 2013  que não resultaram em nenhuma conquista (resultado prático) e de lá pra cá os atos públicos tendem a diminuir, perder força cada vez mais, o que reforça na nossa ‘classe política’, uma sensação de vitória, haja vista, os protestos virem perdendo sua força de pressão, porque uma Parada Gay em Teresina reúne muito mais gente do que um protesto na Avenida Paulista ou na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, contra a reforma da Previdência.
Pensando bem, o povo brasileiro, além de bruto é um povo extremamente necessitado; duas condições que reunidas no eleitor, faz com que o povo brasileiro continue elegendo corruptos, ladrões, representantes do crime organizado, representantes de empreiteiras, das igrejas, da pelota, da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e do MST. É obvio que no Congresso Nacional, tanto na Câmara Federal, como no Senado, existem pessoas dignas, mas, infelizmente é um grupo bastante reduzido e que se reunido não lotará uma Van sequer.
Nós somos um povo bruto, tão bruto que em que pese todas as campanhas de conscientização sobre acessibilidade, em 99% das cidades brasileiras, o cadeirante não pode sair de casa, porque as calçadas são irregulares, não existem rampas e nas áreas reservadas para os deficientes, as pessoas sãs usam para estacionar os seus carrões. As pessoas que agem assim, geralmente pertencem à “elite casca grossa”, formada por gente sem educação cidadã, sem finésse, sem amabilidade e, desnecessário dizer que são brutamontes (selvagens), com o perdão do animal selvagem.
Nos países desenvolvidos e civilizados, uma pessoa busca se eleger para um cargo público para fazer história. Cá entre nós, a pessoa se elege para fazer fortuna. No estado do Piauí, por exemplo, as maiores fortunas estão nas mãos de políticos, de uma gente que faz política por malandragem e esperteza. Não custa nada lembrar que em todos os seguimentos profissionais existem pessoas sérias e comprometidas. Na política não é diferente. Insisto na tese de que as pessoas sérias representam um universo bastante reduzido, ínfimo.
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