Toda eleição deve ser encarada pelo eleitor, como uma
grande oportunidade para corrigir erros cometidos na eleição passada ao votar
em políticos que não corresponderam às suas expectativas nesses quatro anos de mandato.
Nos países sérios, os políticos eleitos para representar
e defender os interesses do povo, o fazem de maneira a continuarem merecendo o
voto de confiança do eleitor na próxima eleição, mas em países como o Brasil,
onde o político para se eleger depende mais de recursos financeiros do que do
voto consciente, o político eleito para o parlamento ou para a chefia dos
poderes executivos, não tem o compromisso de brigar e lutar pelos interesses da
população. Dai a decepção e frustração do eleitor brasileiro.
Numa democracia representativa, renovar o parlamento e
substituir os governantes faz parte de um processo de aprimoramento da
democracia e do papel do político que se elege para representar a população no
Congresso Nacional, nas assembleias legislativas, nas câmaras municipais e nos
três poderes executivos.
Se o político eleito correspondeu àquilo que o eleitor
esperava do seu desempenho, merece um segundo, terceiro ou quarto mandato, mas
se a expectativa do eleitor foi frustrada pelo desempenho medíocre do seu
representante, renovar o seu mandato é persistir no erro. Como diz um ditado
árabe: “se um amigo me engana a primeira vez a culpa é dele, se ele me engana uma
segunda vez a culpa não é mais dele, mas minha”.
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