quinta-feira, 3 de julho de 2014

Está chegando a hora do ajuste de contas

Toda eleição deve ser encarada pelo eleitor, como uma grande oportunidade para corrigir erros cometidos na eleição passada ao votar em políticos que não corresponderam às suas expectativas nesses quatro anos de mandato.

Nos países sérios, os políticos eleitos para representar e defender os interesses do povo, o fazem de maneira a continuarem merecendo o voto de confiança do eleitor na próxima eleição, mas em países como o Brasil, onde o político para se eleger depende mais de recursos financeiros do que do voto consciente, o político eleito para o parlamento ou para a chefia dos poderes executivos, não tem o compromisso de brigar e lutar pelos interesses da população. Dai a decepção e frustração do eleitor brasileiro.

Numa democracia representativa, renovar o parlamento e substituir os governantes faz parte de um processo de aprimoramento da democracia e do papel do político que se elege para representar a população no Congresso Nacional, nas assembleias legislativas, nas câmaras municipais e nos três poderes executivos.

Se o político eleito correspondeu àquilo que o eleitor esperava do seu desempenho, merece um segundo, terceiro ou quarto mandato, mas se a expectativa do eleitor foi frustrada pelo desempenho medíocre do seu representante, renovar o seu mandato é persistir no erro. Como diz um ditado árabe: “se um amigo me engana a primeira vez a culpa é dele, se ele me engana uma segunda vez a culpa não é mais dele, mas minha”. 

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