Os partidos ditos ‘nanicos’ não lotam uma Kombi, de tão
reduzido o número de filiados a esses partidos. Por que então, tanto interesse
em atraí-los para as coligações? Para esse interesse só existe uma explicação: reunir
o maior número de siglas para passar a idéia ao eleitor desavisado de que a
coligação que reúne o maior número de partidos é a mais forte. Engana-se quem tem
essa compreensão, porque o que vale mesmo numa campanha como esta que está em
curso é o tempo de televisão no horário eleitoral gratuito.
O partido nanico ou sigla de aluguel é
um partido político, cujos dirigentes
aceitam serem usados por uma coligação mais forte - com uma finalidade
estratégica. Os partidos nanicos geralmente são partidos com pouca expressão
eleitoral, com exceção do PC do B, e os seus dirigentes se submetem a tal
finalidade com o fito de fazer negócios. Na maioria das vezes, seus dirigentes
(municipais, regionais e nacionais) recebem benefícios pessoais ao aceitarem servir
aos interesses dos partidos considerados grandes.
No estado do Piauí, para
esta eleição foi formado um grupo que se autodenominou G12, porque reúne ou reunia 12
partidos que se juntaram para defender um projeto comum de interesse dos seus dirigentes e daqueles que desejam disputar um mandato com alguma chance de se elegerem.
Vencida a primeira parte do projeto dos nanicos, que era reunir vários partidos, as lideranças do G12 partiram para a segunda
fase do projeto que era ser absorvido por uma grande coligação, de preferência a
coligação comandada pelo partido do governo estadual, o que de fato acabou acontecendo.
Os dirigentes das siglas de aluguel não se sentem usados, porque eles negociam cargos e outras vantagens, com a coligação do governo. Dai a preferência pela coligação com a situação.
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