sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O Poder Executivo não deveria intervir no Poder Legislativo

O Poder Executivo não deveria intervir no Poder Legislativo mas não é isso o que acontece no Brasil onde o parlamento funciona com força auxiliar do executivo. No caso específico do Piauí, o presidente da Assembléia Legislativa é um tipo de um super secretário porque não tem independência para agir como determina a constituição federal e estadual.

Agora mesmo nós estamos acompanhando o desenrolar da campanha para a eleição da Assembléia Legislativa do Estado do Piauí (ALEPI) e o governador Wellington Dias, vera e mexe, se manifesta sobre essa eleição, chegando inclusive a propor a formação de um consenso para eleger o seu mais qualificado auxiliar e trabalha abertamente para eleger o ex-tucano, o deputado Fábio Novo, um candidato que até internamente é visto com um político sem o perfil para comandar o Poder Legislativo estadual.  

O que fica bastante evidente na tentativa do chefe do Poder Executivo de influir na eleição do presidente de um poder que tem o dever constitucional de fiscalizar as ações do executivo é poder manipular e manobrar os integrantes do parlamento estadual, para agir sem ser fiscalizado e cobrado. Isso é antidemocrático.

A reeleição do deputado estadual Themístocles Filho não era recomendável, até o momento em que o governador tinha manifestado interesse em eleger um petista presidente da ALEPI. Não era recomendável, porque esse deputado peemedebista quer se eleger pela sexta vez presidente da casa de Waldemar Macedo. Quatro vezes seguidas. Mas como não existe uma terceira via, a reeleição de Themístocles é a mais democrática.  


Em TemPo:

A verdade é que não existe deputado independente do governo, porque sem cargos no governo e sem obras, os parlamentares não conseguem manter suas bases. Servir ao Poder Executivo é uma questão de sobrevivência.

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