domingo, 6 de novembro de 2016

O religioso paga um preço muito alto pela salvação



“O postulado do livre-arbítrio é indispensável para considerar o seguimento de toda ação repressiva. Pois o consumo do fruto proibido, a desobediência, o erro cometido no Jardim das Delícias decorre de um ato voluntário, portanto suscetível de ser repreendido e punido. Adão e Eva podiam não pecar, pois foram criados livres, mas preferiram o vício à virtude. Assim pode-se pedir-lhes prestação de contas. Até mesmo fazê-los pagar. E deus não deixa de fazê-lo, condenando-os; eles e seus descendentes, ao pudor, à vergonha, ao trabalho forçado, ao parto com dor, ao sofrimento, ao envelhecimento, à submissão das mulheres aos homens, à dificuldade de toda intersubjetividade sexuada”. (Michel Onfrey)

Michel Onfrey é um filósofo francês autor do livro Tratado de Ateologia, onde esse pensador europeu tenta abrir a mente das pessoas que não conseguem desenvolver uma visão crítica sobre os escritos contidos na bíblia sagrada. Um tipo de manual e de código de boas maneiras e um comportamento ajustado aos interesses do poder dominante. A bíblia sagrada que prega o medo, o conformismo e a resignação. Três elementos que tornam a pessoa humana, um ser despersonalizado. Sem vontade própria, sem personalidade e infantilizada. Uma pessoa doente, porque fragilizada, tomada por um medo inexistente e introduzido na pessoa humana na forma de um vírus. A bíblia é uma fantasia organizada e uma grande mentira propagada. Tanto isso é verdade que bandidos, criminosos sanguinários, corruptos e corruptores assistem missas regularmente, comem hóstia (o corpo do senhor), se ajoelham, rezam e fazem confissão. E no minuto seguinte voltam às mesmas práticas. A pedofilia e a pederastia na Igreja Católica são bastante comuns nessa igreja que mandou saquear bens e matar em nome de deus. “A religião não é uma questão de razão, mas de fé”.    
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